segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O não tão fantástico mundo da ritalina


Li essa reportagem, que segue no link abaixo, sobre a ritalina e achei que deveria falar sobre o tema. A reportagem é muito interessante e trata o assunto de forma bem incisiva e, podemos até dizer, “forte”.


Eu sempre falei com meus colegas professores e pais sobre os males da medicalização e sobre as confusões de diagnóstico. Hoje em dia no nosso país, criança mal educada, superdotada e que possuiu uma inteligência emocional diferente da maioria é diagnosticada com déficit de atenção, hiperatividade ou ambos.

Sou psicopedagoga e por isso já li muito sobre o assunto. Sou professora e já vivenciei muito o assunto.
Como a reportagem coloca, o medicamento é forte e faz com que as crianças fiquem, na maioria das vezes, apáticas e apagadas.

Para pais e professores, isso acaba se tornando algo bom, pois os supostos problemas desaparecem e tudo passa a correr de forma mais tranquila. Porém, para a criança as coisas não acontecem dessa forma tranquila. Elas, claro, se sentem melhores, pois não se sentem mais fora do contexto, mas internamente tudo funciona descontroladamente. Além disso, assim como qualquer outra droga, ela vicia.

Esse é um tema muito importante e que precisa ser debatido pela sociedade e, principalmente, por pais e professores. Infelizmente a formação dos professores no nosso país é muito precária e com isso temos tantos encaminhamentos para psicólogos, psiquiatras e psicopedagogos. Os pais que não entendem sobre o assunto, e por isso não sabem como lidar, acabam aceitando o que lhes é proposto.

Não quero aqui escolher vilões, porque não há. Quero colocar uma “pulga atrás da orelha” da sociedade para que ela pare e pense sobre o assunto. Precisamos tratar as diferenças de forma mais saudável e os reais problemas também. Precisamos mudar a mentalidade atual da sociedade de que tudo se resolve com ritalina, lorax e tantos outros medicamentos.

A sociedade ensina as crianças a saírem de suas realidades e buscarem uma mais “assertiva” e, depois, as punem quando, adolescentes e adultos, buscam as “drogas ilícitas”. Drogas são drogas, independentemente de serem permitidas ou não.


Esse é um assunto polêmico e sério. Divulgue, discuta e pense sobre ele.

Por Olívia Quartim

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